quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Livro do Desassossego - Fernando Pessoa

“O coração, se pudesse pensar, pararia.”



“...não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram.”


“É uma vontade de não querer ter pensamento, um desejo de nunca ter sido nada, um desespero consciente de todas as células do corpo e da alma. É o sentimento súbito de se estar enclausurado na cela infinita. Para onde pensar em fugir, se só a cela é tudo?”


“A solidão desola-me. A companhia oprime-me. A presença de outra pessoa desencaminha-me os pensamentos.”


“Há momentos em que tudo cansa, até o que nos repousaria.”


“Mais terrível do que qualquer muro, pus grades altíssimas a demarcar o jardim do meu ser, de modo que, vendo perfeitamente os outros, perfeitissimamente eu os excluo e mantenho outros.”


“Dá-se em mim uma suspensão da vontade, da emoção, do pensamento, e esta suspensão dura magnos dias. (...) Nesses períodos de sombra, sou incapaz de pensar, de sentir, de querer. (...) Não posso; é como se dormisse e os meus gestos, as minhas palavras, os meus atos certos, não fossem mais que uma respiração periférica, instinto rítmico de um organismo qualquer.”


“O oráculo que disse “Conhece-te” propôs uma tarefa maior que as de Hércules e um enigma mais negro que o da Esfinge.”


“Da nascença à morte, o homem vive servo da mesma exterioridade de si mesmo que têm os animais.”


“Quem sou eu para mim? Só uma sensação minha."



“Não sei de prazer maior, em toda a minha vida, que poder dormir. O apagamento integral da vida e da alma, o afastamento completo de tudo quanto é seres e gente, a noite sem memória nem ilusão, o não ter passado nem futuro.”


“O meu desejo é fugir. Fugir ao que conheço, fugir ao que é meu, fugir ao que amo. (...) Quero não ver mais estes rostos, estes hábitos e estes dias.”


“Eu mesmo, que sufoco onde estou e porque estou, onde respiraria melhor, se a doença é dos meus pulmões e não das coisas que me cercam?”


“Sou qualquer coisa que fui. Não me encontro onde me sinto e se me procuro, não sei quem é que me procura. Um tédio a tudo amolece-me. Sinto-me expulso da minha alma.”


“Sou uma prateleira de frascos vazios.”


“Sou uma espécie de carta de jogar, de naipe antigo e incógnito, restando única do baralho perdido. Não tenho sentido, não sei do meu valor, não tenho a quem me compare para que me encontre, não tenho a que sirva para que me conheça.”


“Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos – a ânsia de coisas impossíveis, precisamente porque são impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo.”


“Meu coração dói-me como um corpo estranho. Meu cérebro dorme tudo quanto sinto.”


“Minhas pálpebras dormem, mas não eu.”


“Parece-me que sonho cada vez mais longe, que cada vez mais sonho o vago, o impreciso, o invisionável.”


“A alma humana é um abismo escuro e viscoso, um poço que se não usa na superfície do mundo”


“No baile de máscaras que vivemos, basta-nos o agrado do traje, que no baile é tudo. Somos servos das luzes e das cores, vamos na dança como na verdade...”


“Sou os arredores de uma vila que não há. (...) Sou uma figura de romance por escrever.”


“A liberdade é a possibilidade de isolamento. (...) Se te é impossível viver só, nasceste escravo.”


“...certas personagens de romance tomam para nós um relevo que nunca poderiam alcançar os que são nossos conhecidos e amigos, os que falam conosco e nos ouvem na vida real.”


“...como tudo dói se o pensamos como conscientes de pensar, como seres espirituais em que se deu aquele desdobramento da consciência pelo qual sabemos que sabemos!”


“A condição essencial para ser um homem prático é a ausência de sensibilidade (...). A arte serve de fuga para a sensibilidade que a ação teve que esquecer.”


“O poema que eu sonho não tem falhas senão quando tento realizá-lo.”


“Dói-me o universo porque a cabeça me dói.”


“A memória, afinal é a sensação do passado... e toda sensação é uma ilusão.”


“Fechos subitamente portas dentro de mim, por onde certas sensações iam passar para se realizarem.”


“A vida é a hesitação entre uma exclamação e uma interrogação. Na dúvida, há um ponto final.”


“Há qualquer coisa de longínquo em mim neste momento. Estou de fato à varanda da vida, mas não é bem desta vida. (...) Sou todo eu uma vaga saudade, nem do passado, nem do futuro: sou uma saudade do presente, anônima, prolixa e incompreendida.”


“Errei sempre os gestos que ninguém erra; o que os outros nasceram para fazer, esforcei-me sempre para não deixar de fazer. Desejei sempre conseguir o que os outros conseguiram quase sem o desejar. Entre mim e a vida houve sempre vidros foscos: não soube deles pela vista, nem pelo tato; nem a vivi essa vida ou esse plano, fui o devaneio do que quis ser, o meu sonho começou na minha vontade...”


“Mas nem a dor humana é infinita, pois nada há humano de infinito, nem a nossa dor vale mais do que ser uma dor que nós temos.”


“O maior domínio de si próprio é a indiferença por si próprio.”


“A humanidade, que é pouco sensível, não se angustia com o tempo, porque sempre faz tempo; não sente a chuva senão quando lhe cai em cima.”


“Amanhã também eu – a alma que sente e pensa, o universo que sou para mim – sim, amanhã eu também serei o que deixou de passar nestas ruas (...) E tudo quanto faço, tudo quanto sinto, tudo quanto vivo, não será mais que um transeunte a menos na quotidianidade de ruas de uma cidade qualquer.”

Assisti e indico

Assisti, amei e indico. Mas saiba que vais chorar.
Adolescentes, Amanda (Liana Liberato) e Dawson (Luke Bracey) se apaixonam. O pai da garota não aprova o relacionamento e, com o passar do tempo, os jovens acabam se afastando e tomando rumos diferentes. Duas décadas mais tarde um funeral faz com que os dois (Michelle Monaghan e James Marsden) voltem à cidade natal e se reencontrem. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Vamos ajudar nosso cérebro e , também nosso corpo?

Os seres humanos são naturalmente distraídos - ainda mais em tempos de internet e smartphones. Para ajudar você a melhorar a sua capacidade de concentração no trabalho e nos estudos, EXAME.com reuniu observações da neurociência sobre o funcionamento do seu cérebro.

1. Escute música (mas não a sua favorita)
Além de bloquear ruídos do ambiente, ouvir música pode ajudar a trazer relaxamento e concentração. Segundo Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é melhor ouvir um repertório que você já conheça. Isso porque o seu cérebro pode se distrair tentando avaliar uma música totalmente nova para ele.
Antes de montar a sua playlist também vale outro cuidado: não escolha nada que você adore - ou deteste. Pesquisadores de Taiwan descobriram que sentimentos excessivamente positivos ou negativos pela "trilha sonora" tiram o foco do trabalho. O melhor a fazer é escolher músicas às quais você seja um tanto indiferente.

2. Permaneça alimentado e hidratado
Ter sempre algo no estômago é essencial para manter a concentração nos estudos. Não precisa ser nada muito substancioso, recomenda a professora Carla. Basta um suco ou uma fruta entre as principais refeições. O importante é fornecer ao seu organismo energia suficiente para o trabalho.
Água também é essencial para manter o cérebro funcionando a todo o vapor. Um experimento feito por pesquisadores ingleses mostrou que pessoas com sede demoram mais tempo para completar tarefas do que aquelas que estão bem hidratadas.

3. Movimente-se
Fazer exercícios físicos regularmente não é importante apenas para ter uma vida mais longa e saudável. De acordo com um estudo da University of Illinois, a prática aeróbica pode desenvolver partes do cérebro ligadas à atenção e à memória.
Em pouco tempo, os benefícios já podem ser sentidos. Segundo um pesquisador ouvido pela ABC News a rapidez de processamento de informações aumenta após meia hora de exercícios moderados, como uma caminhada na esteira.

4. Procure meditar (Orar)
Em tempos de excesso de informações e estímulos, esvaziar a mente pode ser difícil - mas os benefícios são imensos para a suas funções cognitivas.
A análise do córtex cerebral de praticantes de meditação, dizem pesquisadores americanos, mostra que a prática aumenta a capacidade de fixar a atenção, além de favorecer a memória e facilitar a tomada de decisões.

5. Durma o suficiente
Pessoas que dormem pelo menos sete horas por noite têm atividade cerebral significativamente superior à daquelas que passam menos tempo na cama, afirmou o médico norte-americano Daniel Amen à revista Men's Health.
Tirar sonecas também pode ajudar a concentração durante o dia. Segundo um estudo conduzido por pesquisadores australianos, jovens adultos que dormem por 90 minutos depois do almoço experimentaram ganhos em memória e capacidade de aprendizado.

6. Escreva à mão
A onipresença da tecnologia leva muita gente a esquecer o papel e a caneta. Mas existe uma grande vantagem em anotar suas ideias usando o velho método. Segundo pesquisadores das universidades de Princeton e da Califórnia, quem escreve informações à mão tem mais facilidade de compreendê-las e memorizá-las do quem as digita. O motivo? O processamento de dados ocorre de forma mais superficial ao se usar o teclado, diz o estudo.

7. Faça intervalos
De acordo com a professora Carla Tieppo, da Santa Casa, nosso cérebro consegue se fixar num único objeto por no máximo uma hora.
Após esse prazo, o mais indicado é fazer uma pausa de até dez minutos para levantar e tomar um café. A bebida, aliás, tem um benefício extra: ingerir cerca de 230 mL de café diminui a suscetibilidade às distrações, dizem pesquisadores austríacos.

Fonte: Exame

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Você é HANDS ON?

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de “Gestor de Atendimento Interno”, nome pomposo que agora se dá à “Seção de Serviços Gerais”. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON.

Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.

Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico…

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno.. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai Dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro… Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.

2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas.

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente super qualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.

Pessoas super qualificadas não resolvem simples problemas!

Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação….. só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz:  O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

Por:  Max Gehringer 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Superação

Um novo dia nasceu, estamos em pleno verão,
Borbulhar de um tempo acalorado, instável
Pressinto chuva torrencial de pensamentos,
Sinto falta de algo e não sei definir o quê
Meu interior  está expondo ansiedade
A falta de carinho já impossível.

Saio de casa, dirijo meu carro,
Levo um susto no trânsito parado,
Outro motorista, talvez distraído como eu,
Deu um toque no para-choque,
Coisa pequena, mas quase serviu para eu voltar ao mundo.

Quero me superar, 
Nada material, sim espiritual,
Com flashes na minha mente,
Me recordo de fatos que me reviram profundamente
Ao ponto de querer te abraçar, de querer sentir não o calor do verão,
Mas o seu calor provocante.

(Por Arlety Amorim e Sadaji Yoshioka)

92% dos universitários preferem livro impresso.

Uma recente pesquisa da American University, em Washington DC, Estados Unidos, mostra que mesmo hoje, com a possibilidade de leitura em várias plataformas digitais, como smartphones e tablets, e a forte presença dessa tecnologia na vida dos jovens, o livro de papel segue firme e forte entre os estudantes universitários

Se você é um leitor voraz, com certeza deve conhecer o prazer sem igual que é segurar um livro de papel em suas mãos e se deixar levar pela história impressa nele. Você não está sozinho nisso.

Uma recente pesquisa da American University, em Washington DC, Estados Unidos, mostra que mesmo hoje, com a possibilidade de leitura em várias plataformas digitais, como smartphones e tablets, e a forte presença dessa tecnologia na vida dos jovens, o livro de papel segue firme e forte entre os estudantes universitários, no que se refere a preferência.

Naomi Baron, professora de linguística da universidade, descobriu que 92% dos universitários preferem os livros impressos aos digitais para leituras sérias. A pesquisa é parte do novo livro de Baron, Words Onscreen: the Fate of Reading in a Digital World ("palavras na tela: o destino da leitura no mundo digital", em português). Ela e sua equipe entrevistaram 300 estudantes de países como EUA, Japão, Alemanha e Eslováquia.

Segundo a professora, a atividade da leitura no papel tem componentes singulares, como o "físico, tátil e cinestético". (Cinestesia é o sentido que nos diz quando partes do corpo se movem.). "Nos dados eslovacos, quando eu perguntei o que 'você' mais gosta nas cópias impressas, um em cada dez falaram sobre o cheiro dos livros", disse Baron, em entrevista à New Republic. Outra característica apontada pelos estudantes foi a sensação de realização ao concluir um livro e vê-lo na estante.

Mas por que a geração digital ainda prefere o livro de papel? "Há dois grandes problemas", disse a professora, na mesma entrevista. "O primeiro é que eles dizem se distrair [facilmente], se afastar para outras coisas. O segundo tem a ver com o cansaço nos olhos, dores de cabeça e desconforto físico."

"Um argumento que os estudantes deram a favor da mídia eletrônica é a preservação do meio ambiente. Mas essa é uma coisa difícil de se medir bem. Se você lê 400 livros no tempo de vida útil do seu kindle, ele foi eficiente à energia? Provavelmente", explicou.

"Mas há a questão de energia e reciclagem. Onde esses dispositivos são reciclados? Quem faz a reciclagem? Que tipo de equipamento de proteção eles têm? E sobre toda madeira que usamos para [fazer] o papel - nós sempre tivemos maneiras criativas de usar lascas de madeira ou outras coisas para fazer papel." O digital, entretanto, não foram jogados para escanteio. As novas plataformas são as preferidas para leituras de forte aspecto visual ou notícias. (16/02/2016)

Fonte: Portal Revista Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Faça do cliente seu fã!

Com ideias simples, criativas e quase sem nenhum gasto, a Udderlicious consegue fazer seus clientes virarem fãs – e até trabalharem de graça.

O dia 1º de julho foi o mais quente dos últimos 7 anos em Londres. Eu estava lá, vendo, incrédulo, os termômetros marcando 37 graus. Em uma cidade onde as chuvas e o vento frio comandam o espetáculo – e as previsões do tempo mudam a cada 2 horas – um dia inteiro com esse calor deveria ser eternizado. Era um sol para cada um, algo pesado até mesmo para quem, como eu, está acostumado a temperaturas tropicais.

A solução que encontrei para dar uma aliviada naquele sol piauiense de Londres foi a de me enfiar na sorveteria Udderlicious, uma pequena e charmosa lojinha situada na Upper Street, no bairro de Islington. É um ponto de parada obrigatório. Em 15 dias, passei 10 vezes por lá. Falo isso com precisão, pois tinha um cartão fidelidade e naquele 1º de julho atingi a meta: ganhei um sorvete grátis. O pedido foi o mesmo das últimas três vezes: uma bola de morango com manjericão e a outra de café expresso com biscoito de chocolate! Udderlicious!!!!

Bem… deixemos o calor londrino e o morango com manjericão de lado para falar sobre negócios. A menção à sorveteria da Upper Street não foi ao acaso.

Conheço a loja há três anos e toda vez que vou à capital inglesa faço questão de visitá-la, em qualquer estação do ano. O sorvete é bom! Muito bom mesmo! Cremoso na medida certa. Dá para perceber o capricho na escolha dos ingredientes, a qualidade do produto e o carinho no preparo.

Mas não é só isso.

A Udderlicious se destaca pela maneira inovadora de fazer negócios. Seu jeito de interagir com o consumidor traz lições interessantes para empresas de todos os tamanhos. Vamos a elas:

1) Estimule seus clientes a decidirem:
todo mês, a Udderlicious incentiva os clientes a escolherem pelo site os sabores que desejam ver na sorveteria. Se é inverno e os fãs preferem, por exemplo, um sorvete mais “forte”, como o de bolo de cenoura e whisky, lá estará ele, pronto para ser servido.

2) Promova e sustente uma profunda ligação com a comunidade:
quando o atendente percebe que você é um frequentador assíduo, ele o convida a criar um novo sabor. Mensalmente, um sabor é eleito “o melhor” e o inventor da maravilha ganha um mês de sorvete grátis —  com direito a foto estampada na galeria dos campeões da sorveteria . É claro que os felizardos fazem o maior barulho nas redes sociais.  A propaganda para a sorveteria, portanto,  é espontânea – ou quase. E aí está a beleza da estratégia. Cria-se o prêmio e deixa a divulgação por conta dos fregueses. Eu mesmo já propus o sabor de pera com parmesão. Mas fui derrotado pelo de lichia com Lemongrass. Paciência.

3) Faça clientes felizes trabalharem por você.
Como eles criam receitas para participar do concurso, muitas ideias para o próprio time da sorveteria vem gratuitamente. Na Udderlicious, os  clientes são os responsáveis pela inovação e parecem felizes por trabalhar de graça – ou melhor, por 1 mês de sorvete de graça, caso você seja o sortudo .

De acordo com Fred Reichheld, líder da prática de satisfação de clientes da consultoria Bain , autor de diversos livros e criador do NPS (Net Promotion Score), um dos mais respeitados  sistemas de medição de fidelização de clientes do mundo,  as empresas com uma base sólida  de clientes apaixonados e promotores espontâneos crescem e lucram bem mais que seus competidores.

A Udderlicious é um pequeno grande exemplo disto. Suas ideias simples e criativas, que promovem forte interação e fidelização, estão fazendo dessa pequena sorveteria um sucesso. Tanto assim que ela foi apontada pela revista Vogue inglesa como uma das 10 melhores de Londres no mês passado.

Por Sergio Chaia * / Fonte: Época Negócios


* Sergio Chaia foi presidente da Nextel , Sodexho Pass e vice-presidente para a América Latina da Symantec. Participa de diversos conselhos e atualmente é chairman da Óticas Carol. Também é palestrante e autor do livro Será que é possível?

Meus dias estão acabando!

Hoje seria uma segunda-feira normal se eu tivesse mais tempo de vida, mas não tenho.
Sendo assim comecei o dia tentando fazer as coisas que agradam ao meu Deus e para começar não fiz uma conversão de transito proibida.
Quando decidi obedecer a Deus, o mar(trânsito não abriu, simplesmente não havia trânsito)
Maravilhada!!!
Tenho muitas coisas para fazer nestes dias que me restam...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Os que recebem dão amor.

Os que recebem amor - dão amor! 
É tão bom saber que Ele me ama e que me perdoou. 
Não reclamo por Ele ter dado tanto a outros e o suficiente para mim. 
Não acho que ele haja com desigualdade.
Preciso agir com a mesma generosidade dele e surpreender alguém.
Não posso me esquecer de nenhuma de suas bençãos e de todas as vezes que Ele me perdoou.(Salmos 103.2) e assim me permito que o amor dele retire do meu coração toda avareza para que eu possa crescer na graça e conhecimento do nosso Salvador Jesus Cristo (II Pedro 3.18).
Quando o amor acontece, a generosidade acontece. 
E aí não é possível consigo contê-la.
Quero deixar borbulhar. Deixar derramar. Deixar fluir.
Porque Ele me amo primeiro! (AA)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Quais são as cores e as coisas Pra te prender?

Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Lembranças



As lembranças, os lugares onde estivemos, os cheiros;
Estão todos registrados na alma, e de vez em quando
Sentimos tudo novamente, como na primeira vez.
Que privilégio o papai do céu deu à raça humana 
o de poder guardar na memória
e coração tudo que acontece.
Hoje senti o cheiro do seu perfume e deu vontade de estar perto.
Não posso agora, mas você está aqui dentro do coração.
Então estás bem perto e melhor dentro de mim.
Te amo!

For my niece Bianca
A.A

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pra ser feliz!


As vezes é mais fácil reclamar da sorte 
do que na diversidade
Ser mais forte
Querer subir, sem batalhar
Pedir carinho, sem se dar
Sem olhar do lado

Já imaginou de onde vem
A luz de um cego?
Já cogitou descer
De cima do seu ego?
Tem tanta gente por aí
Na exclusão, e ainda sorri
Tenho me perguntado

Para ser feliz
Do que é que o ser humano necessita?
O que é que faz a vida ser bonita?
A resposta onde está escrita?

Pra ser feliz
O quanto de dinheiro eu preciso?
Como é que se conquista o paraíso?
Quanto custa?
Pro verdadeiro sorriso brotar do coração?

Talvez a chave seja a simplicidade
Talvez prestar mais atenção na realidade
Porque não ver como lição
O exemplo de superação de tantas pessoas?

O tudo as vezes se confunde com o nada
No sobe e desda da misteriosa escada
E não tem como calcular
Não é possível planejar
Não é estratégico



Música cantada na voz de: Daniel



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Borbulhas de amor

Tenho um coração
Dividido entre a esperança
E a razão
Tenho um coração
Bem melhor que não tivera

Esse coração
Não consegue se conter
Ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura

Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido
Aquário mergulhar
Fazer borbulhas de amor
Pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti

Um peixe
Para enfeitar de corais
Tua cintura
Fazer silhuetas de amor
À luz da lua
Saciar esta loucura
Dentro de ti

Canta coração
Que esta alma necessita
De ilusão
Sonha coração
Não te enchas de amargura

Esse coração
Não consegue se conter
Ao ouvir tua voz
Pobre coração
Sempre escravo da ternura

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Tem medo de falar em público?

A revista Você trouxe a seus leitores 7 passos para enfrentar esse obstáculo. Vamos conferir?


1 - SAIBA O QUE VOCÊ VAI FALAR

A primeira coisa que você deve ter em mente quando for falar em público é : saiba o que vai dizer.Leia, pesquise, se interesse, domine o assunto.Isso vale para qualquer tipo de apresentação.É preciso ter intimidade com o assunto, conheça o máximo que você puder, nunca ache que você sabe o bastante e não precisa aprender mais.É importante sobrar informação.Concentre-se naquilo que você quer que fique na cabeça das pessoas.
2 - CONHEÇA O TERRENO EM QUE VAI PISAR 

Nunca faça uma apresentação sem conhecer algumas informações básicas: para quem você vai falar, o que esse público quer ouvir, quanto tempo você terá, se você será o único orador, qual a ordem das apresentações, se haverá um período para perguntas e respostas, se você vai falar durante uma refeição, o local da apresentação, que instrumentos estarão à sua disposição (retroprojetor, computador com programa para fazer apresentações, televisão, vídeo, lousa, etc).Prepare-se para todo tipo de pergunta.É inevitável que o público levante questões menos exploradas na sua apresentação.Se você realmente dominar o assunto, tem como prever muitas dúvidas e possíveis objeções.
3 - SEJA BREVE

Não canse o seu público, ele vai ficar inquieto, vai começar a conversar, a levantar, e você vai ficar inseguro. O ex presidente americano Lyndon Johnson costumava recomendar: "Saiam sempre no auge da festa".Com isso ele queria dizer que, onde quer que esteja, você deve parar de falar quando seus ouvintes esperam e desejam que você continue.
4 - APRENDA A SE RELACIONAR COM O PÚBLICO

O receio de não conseguir cativar o público é comum.Em primeiro lugar, tire da cabeça a ideia de que o público está lá para criticar você.Pode parecer absurdo, mas muita gente sente isso e acaba ficando na defensiva.Escolha algumas pessoas e foque nelas.Não fique com o olhar perdido.Relaxe também com relação ao comportamento de quem está ouvindo você.A preocupação de controlar as reações do público só atrapalha.O fato de alguém  estar bocejando pode significar apenas que ele (ou ela) passou a noite tentando fazer o filho dormir.Alguém que levanta pode ter uma emergência para resolver.Não fique escravizado pelo comportamento da platéia.
5 - SEJA VOCÊ MESMO

Crie o seu estilo.Não faça piadas se você não é naturalmente engraçado.Uma das piores sensações do mundo é o silêncio pairando no ar depois de fazer uma gracinha.Não ande pelo palco, onde quer que você esteja, se isso não for confortável para você.Você até pode e deve incorporar ao seu estilo aquilo que mais lhe agrada em oradores que você vê como modelos.Desde que você não desrespeite o seu jeito de ser.
6 - TREINE, TREINE E TREINE

Mesmo que você siga tudo o que foi escrito até agora, é só a prática que vai lhe dar mais segurança.Não há nada melhor a ser feito.Decorar o texto é uma boa situação? Há controvérsias.Alguns especialistas no assunto dizem que sim; outros que não.O estadista inglês Winston Churchill, um dos maiores oradores da História, não tinha o costume de decorar.Ele sempre escrevia o que queria dizer, depois transformava o texto escrito em observações que rabiscava de próprio punho ou datilografava após dar o acabamento que o deixava satisfeito.
7 - VÁ EM FRENTE, MESMO COM UM FRIOZINHO NA BARRIGA

A falta de experiência também gera insegurança. E a melhor forma de superá-la é enfrentar as situações que aparecerem.Não recuse convites, não fuja de reuniões e nem tente adiar alguma apresentação. Seja persistente.Mesmo com todo treino do mundo, é bom ter em mente que mãos suando e um pouco de ansiedade são comuns e praticamente inevitáveis nos minutos que antecedem uma apresentação.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Preciso dizer que te amo!!

Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos

E eu não sei em que hora dizer
Me dá um medo, que medo
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo

E nessa novela eu não quero ser teu amigo
Que amigo, oh!
Que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Que eu preciso dizer que eu te amo tanto

Todo Sentimento Intérprete: Verônica Sabino

Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro, então, partir
A tempo de poder a gente se desvencilhar da gente

Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza, onde não diremos nada, nada aconteceu, apenas seguirei como encantada ao lado teu


Querido posso te abraçar?

Desculpa
É tudo o que você pode dizer
Anos passaram e ainda
Palavras não vêm facilmente
Como eu lamento, como eu lamento

Perdoe-me
É tudo o que você pode dizer
Anos passaram e ainda
Palavras não vêm facilmente
Como me perdoar, como me perdoar

Mas você não pode dizer, querido
Baby posso te abraçar esta noite
Talvez se eu tivesse dito as palavras certas
Na hora certa você seria meu

Eu te amo
É tudo o que você pode dizer
Anos passaram e ainda
Palavras não vêm facilmente
Como eu te amo

Mas você não pode dizer, querido
Baby posso te abraçar esta noite?
Talvez se eu tivesse dito as palavras certas
Na hora certa você seria meu

Baby posso te abraçar esta noite?
Talvez se eu tivesse dito as palavras certas
Na hora certa você seria meu
Você seria meu
Você seria meu



Essa canção era sucesso em 1988 -  adolescência...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Saudade - Machado de Assis




Por que sinto falta de você? Por que esta saudade?
Eu não te vejo mas imagino suas expressões, sua voz teu cheiro.
Sua amizade me faz sonhar com um carinho,
Um caminhar, a luz da lua, a beira mar.
Saudade este sentimento de vazio que me tira o sono
me fazendo sentir num triste abandono, é amizade eu sei, será amor talvez...
Só não quero perder sua amizade, esta amizade... 
Que me fortalece me enobrece por ter você.

terça-feira, 4 de março de 2014

Sonho

Semana retrasada sonhei:
Minha mãe entrega uns doces bem embrulhadinhos parecia bem casado, e era embrulhado de forma bem bonita e diferente, um jeito de abrir bem diferente. A Ângela experimenta e diz nossa que delicia quero aprender, e minha mãe dizia o melhor e que pode multiplicar esse doce que ao mesmo tempo era vivo.
Explica que para multiplicar não podemos deixar entrar nenhuma luz então eu pego o doce e digo vamos multiplicar, fecho minhas mãos de forma que não deixo entrar luz, mas perco o controle e aquilo começa aumentar de forma assustadora e não cabe mais em minhas mãos, então eu abro e para meu espanto pulam dois sapos grandes que dão pulos que alcançam as arvores e se transformam em macacos horríveis parecidos com filmes de terror...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sonho dessa semana

Sonhei que estava grávida, só que minha barriga era fora de mim, como se fosse uma bexiga meio vermelha.
Aí no sonho eu brigava com Deus porque não queria o bebê, falava pra Deus, mas você sabia que eu não queria bebê. E olhava pra barriga e dizia não estou rejeitando você bebê, só não queria ter filhos, e Deus sabia disso e por isso que estou questionando ele. Aí eu falava com Deus, ok se você quer que seja assim, tudo bem!! Sua vontade seja feita.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Para minha amiga Gaúcha Luciane Olsson

Pergunta Para a Beira do Desfiladeiro
de Max Lucado
"Como passou a noite?" perguntou a enfermeira.
Os olhos cansados do jovem responderam a pergunta antes que seus lábios o fizessem. Ela fora longa e difícil. As vigílias sempre são. Mas ainda mais quando passadas com seu próprio pai.
"Ele não acordou."
O filho sentou-se junto ao leito e pegou na mão ossuda que tantas vezes segurara a sua. Ele tinha medo de largá-la por temer que fazendo isso o homem que amava tanto pudesse passar para o outro lado. Ele a segurou a noite inteira enquanto os dois ficavam à beira do desfiladeiro, cientes de que o passo final estava apenas algumas horas à sua frente.
Com palavras pintadas de preto por causa de sua perplexidade, ele resumiu os temores que o haviam acompanhado na escuridão. "Sei que tem de acontecer", disse o filho, olhando para o rosto acinzentado do pai: "s6 não sei a razão,"
O desfiladeiro da morte.
E um lugar desolado. O chão seco está gretado e sem vida. Um sol ardente aquece o vento que ruge sinistramente e atormenta sem piedade. As lágrimas queimam e as palavras saem vagarosamente, à medida que os visitantes do desfiladeiro são forçados a olhar para o barranco. O fundo da rachadura é invisível, o outro lado inacessível. Não se pode deixar de imaginar o que está escondido nas trevas. E você não pode senão querer ir embora.
Você já esteve ali? Já foi chamado para ficar junto à linha fina que separa os vivos dos mortos? Já ficou acordado à noite ouvindo o ruído das máquinas bombeando ar para dentro e para fora dos seus pulmões? Já observou a doença corroendo e atrofiando o corpo de um amigo? Já permaneceu no cemitério muito tempo depois que os outros partiram, olhando incrédulo o caixão que contém o corpo que continha a alma de alguém que não pode acreditar que se foi?
Caso positivo, este desfiladeiro não é então desconhecido para você. Já ouviu o assobio solitário dos ventos. Já ouviu as perguntas penosas "Por quê?" "Com que propósito?" ricochetearem sem resposta pelas paredes do desfiladeiro. Você desprendeu e atirou pedras da beirada, ficando à espera do som delas caírem lá embaixo, o qual nunca chega.
O jovem pai esmagou o cigarro no cinzeiro de plástico. Ele estava sozinho na sala de espera do hospital. Quanto tempo vai levar? Tudo aconteceu tão depressa! Primeiro vieram as notícias do hospital, depois a corrida desesperada para a sala de emergência e a seguir a explicação da enfermeira. "Seu filho foi atropelado por um carro. Ele tem alguns ferimentos graves na cabeça. Está na sala de cirurgia. Os médicos estão fazendo todo o possível"
Outro cigarro. "Meu Deus." As palavras do pai eram quase audíveis. "Ele só tem cinco anos."
O fato de ficar à beira do desfiladeiro coloca toda a nossa vida em perspectiva. O que importa e o que não importa é facilmente distinguível. Na beirada do desfiladeiro ninguém se preocupa com salários ou posições. Ninguém pergunta que carro você dirige ou em que bairro você mora. A medida que os humanos que envelhecem ficam junto a esse abismo eterno, todos os jogos e disfarces da vida parecem tristemente tolos.
Tudo aconteceu num instante terrível.
"Onde está a nave?" gritou um engenheiro espacial no Cabo Canaveral.
"Oh, meu Deus!" exclamou um professor que apreciava o espetáculo. "Não permita que aconteça o que eu penso que acabou de acontecer"
A confusão e o horror tomaram conta da nação enquanto nos achávamos à beira do desfiladeiro observando sete de nossos melhores astronautas se desintegrarem diante de nossos olhos quando a nave explodiu numa bola de fogo branca e alaranjada.
Mais uma vez fomos lembrados de que mesmo o melhor da nossa tecnologia continuava sendo tremendamente frágil.
É possível que eu esteja me dirigindo a alguém que se ache na beira do desfiladeiro. Alguém que você amava muito foi chamado para o desconhecido e você está só. Só com seus temores e dúvidas. Se for este o caso, por favor leia o restante do livro cuidadosamente. Observe detalhadamente a cena descrita em João 11.
Nesta cena há duas pessoas: Marta e Jesus. E para todos os propósitos práticos eles são as duas únicas pessoas no universo.
As palavras dela estavam cheias de desespero, "Se estiveras aqui..." Ela olha para o Mestre com os olhos cheios de perplexidade. Mostrara-se forte até então, mas agora a dor ressurgira em toda a sua plenitude. Lázaro estava morto. Seu irmão se fora. E o único homem que poderia ter mudado as coisas não aparecera. Não chegara nem mesmo para o funeral. Alguma coisa na morte nos leva a acusar Deus de traição. "Se Deus estivesse aqui não haveria morte!" clamamos.
Veja bem, se Deus é Deus em qualquer parte, ele tem de ser Deus em face da morte. A psicologia popular pode tratar da depressão. A conversa estimulante pode tratar do pessimismo. A prosperidade vence a fome. Mas só Deus pode tratar de nosso dilema final — a morte. E só o Deus da Bíblia teve a ousadia de ficar na beira do desfiladeiro e oferecer uma resposta. Ele tem de ser Deus em face da morte. Caso contrário, não é Deus em lugar algum.
Jesus não ficou zangado com Marta. Talvez fosse a sua paciência que a fez mudar de tom, da frustração para a sinceridade. "Tudo quanto pedirdes a Deus, Deus to concederá".
Jesus fez então uma das afirmações que o colocam no trono ou no asilo: "Teu irmão há de ressurgir".
Marta não compreendeu. (Quem compreenderia?) "Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia."
Não era esse o sentido das palavras de Jesus. Não perca a idéia do contexto das próximas palavras. Imagine a cena: Jesus invadiu o campo do inimigo. Ele está em território de Satanás, o Desfiladeiro da Morte. Seu estômago se revolta ao sentir o cheiro terrível de enxofre do ex-anjo, e estremece ao ouvir os gemidos pungentes dos que estão encerrados na prisão. Satanás esteve aqui. Ele violou uma das criações de Deus.
Com o pé plantado sobre a cabeça da serpente, Jesus fala alto o bastante para suas palavras ecoarem pelas paredes do desfiladeiro.
"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente" (Jo 11.25).
É um ponto crítico na história. Abriu-se uma brecha na armadura da morte. As chaves para os portais do inferno foram reclamadas. Os abutres se dispersam e os escorpiões correm velozes quando a Vida confronta a morte — e vence! O vento pára. Uma nuvem esconde o sol e um pássaro chilreia na distância enquanto uma víbora humilhada rasteja entre as rochas e desaparece no solo.
O cenário foi montado para um confronto no Calvário.
Mas Jesus não terminou ainda sua conversa com Marta. Com os olhos fixos nos dela ele faz a maior pergunta encontrada nas Escrituras, uma pergunta dirigida tanto a você e a mim como a Marta. "Crês isto?" Aí está ela. A última linha. A dimensão que separa Jesus de milhares de gurus e profetas que surgiram. A pergunta que leva todo ouvinte responsável à obediência absoluta ou à total rejeição da fé cristã. "Crês isto?"
Deixe que a pergunta entre em seu coração por um momento. Você acredita que um itinerante jovem e sem dinheiro seja maior do que a sua morte? Você acredita sinceramente que a morte nada mais é do que uma rampa de acesso para uma nova estrada?
"Crês isto?"
Jesus não fez essa pergunta como um tópico para discussão nas escolas dominicais. Ela jamais foi proferida para ser tratada enquanto se aproveita o sol que entra pelo vitral ou enquanto ficamos sentados nos bancos confortáveis.
Não. Esta é uma pergunta do desfiladeiro. Uma indagação que só faz sentido durante uma vigília noturna ou no silêncio de salas de espera enfumaçadas. Uma pergunta que faz sentido quando todos os nossos apoios, muletas e fantasias foram removidos. Pois então temos de enfrentar a nós mesmos como realmente somos: seres humanos desnorteados correndo em direção ao desastre. E somos forçados a vê-lo segundo aquilo que afirma ser: nossa única esperança.
Tanto por desespero como por inspiração, Marta disse sim. Ao estudar o rosto bronzeado daquele carpinteiro Galileu, algo lhe disse que provavelmente jamais chegaria mais perto da verdade do que estava então. Ela deu-lhe assim a mão e permitiu que a levasse para longe do desfiladeiro.
"Eu sou a ressurreição e a vida. Crês isto?"

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Retorno

Oi galera, minha viagem foi melhor do que eu esperava, fui à Suiça, Itália e Londres, foi tudo muito bom... se quiser ver meus tem algumas fotos nos meus álbuns no face. (www.facebook.com/arletya)

hoje é dia
luz que acerta
danço e gosto da luz
as sombras só imitam
os olhos vêem imitação
a luz mostra o coração do
dançante feliz cheio de luz
as sombras só imitam as danças
dos serem que dançam sob a luz
dançar com o coração libera a luz
luz que ilumina e irradia (A.A)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Europa 2012

Chegamos ontem na Europa, um friozinho louco, mas estou curtindo. Estou morrendo de saudades da galera, parece que já faz um ano...
Primeiro dia comemos pizza claro!! Hoje comemos uma pasta deliciosa, lembrando do David que come com prazer e ama massa...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Noticias

Nem contei como foi a viagem não é?
Foi maravilhosa, a companhia perfeita (Léo, Kau, Qué, e ACP) um friozinho gostoso, que nos fazia só pensar em comer, foi tudo muito bom!!!!
Agora é hora de sair de férias de verdade, 30 dias, tenho que relaxar, desta vez vou à Suíça, Londres e Itália, não necessariamente nessa mesma ordem, vou amanhã. Vamos ver se conseguimos nos falar mais agora que estarei de férias.
Beijo grande!!!